sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Indagar a noite

“Antes de concluir este capítulo, fui à janela indagar da noite por que razão os sonhos hão de ser assim tão tênues que se esgarçam ao menor abrir de olhos ou voltar de corpo, e não continuam mais. A noite não me respondeu logo. Estava deliciosamente bela, os morros palejavam de luar e o espaço morria de silêncio. Como eu insistisse, declarou-me que os sonhos já não pertencem à sua jurisdição.”

Casmurro
Dom Casmurro, Machado de Assis.


Nervos de Aço, Lupcinio Rodrigues.

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