terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ternura da reconciliação.

“Capitu fitou-me uns olhos tão ternos, e a posição os fazia tão súplices, que me deixei ficar, passei-lhe o braço pela cintura, ela pegou-me na ponta dos dedos, e... Fosse o que fosse, o meu braço continuou a apertar a cintura da filha e foi assim que nos pacificamos.
O bonito é que cada um de nós queria agora as culpas para si, e pedíamos reciprocamente perdão. Capitu alegava a insônia , a dor de cabeça, o abatimento do espírito, e finalmente “os seus calundus”. Eu, que era muito chorão por esse tempo, sentia os olhos molhados... Era amor puro, era efeito dos padecimentos da amiguinha, era a ternura da reconciliação.”

Bentinho
Dom Casmurro, Machado de Assis


O primeiro filho.

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